Analisando dados da memória RAM

Feb 12
2010

Primeiramente… FELIZ 2010 a todos!

Hoje vai uma dica interessante e rápida para fazermos uma análise dos dados contidos na memória RAM de uma determinada máquina rodando Linux.

Gosto do ramo de análise forense computacional e estava com esse post em mente a meses. Como acordei bem disposto hoje, resolvi compartilhar esse pequeno conhecimento.

Com essa dica você pode salvar sua pele numa ocasião em que algum malandro ferrou seu servidor e “apagou” os dados do disco rígido mas esqueceu da memória principal…

Simples passos:

Passo 1:

fazer dump da memória utilizando a ferramenta “dd”:

if=/dev/mem of=dump-file bs=1024

Obs.: bs = block size

será gerado um arquivo bem interessante, porém ilegível, por isso temos o próximo passo…

Passo 2:
usar uma ferramenta que “traduza” os dados para “human readable”:

strings dump-file > readable-dump-file

Agora sim! Temos dados de fácil compreensão salvos em um arquivo! Basta abrir o arquivo (cat, tac, vi, grep, etc) e aproveitar!

Até a próxima!

Twitter (”Twitando”) via shell com o CURL

Aug 20
2009

Como usuário de Linux, sempre procuro ferramentes simples que eu possa utilizar via linha de comando, como não encontrei nada pronto pro twitter, eu utilizer o aplicativo curl e criei um script para twittar via shell, segue ele.

——- COPIE AQUI ——–

#!/bin/bash
# twish: envio de mensagens para o twitter a partir do shell
# Sergio Cioban Filho

echo
echo "twish: Twitter via shell"
echo

TWITTER_USER=""
TWITTER_PASS=""

typeset -i NUM_LET=0
echo -n " - Enviando mensagem"
[ ! -z "$1" ] && NUM_LET=`echo -e $1 | wc -m` && NUM_LET="$NUM_LET - 1"
if [ $NUM_LET -gt 140 ]; then
    echo "   ...ERRO"
    echo "   Numero de caracteres eh maior que 140. NUM_LET=$NUM_LET"
    echo
    exit 1
fi

if [ ! -z $TWITTER_USER ] && [ ! -z $TWITTER_PASS ] && [ ! -z "$1" ]; then
    /usr/bin/curl -u $TWITTER_USER:$TWITTER_PASS -d status="$1" http://twitter.com/statuses/update.xml >&- 2>&-
    if [ $? -ne 0 ]; then
        echo "   ...ERRO"
        echo "   Nao foi possivel enviar a mensagem para o twitter"
        echo
        exit 1
    else
        echo "   ...OK"
    fi
else
    echo " Erro..."
    echo " Utilizacao: $0 \"\""
    echo " Nao esqueca de configurar o usuario e a senha no script"
    echo
    exit 1
fi

echo
exit 0

####### FIM DO SCRIPT

——- COPIE ATÉ AQUI ——–

Copie o código acima e cole em um arquivo, execute um chmod +x no arquivo criado, altere as variáveis TWITTER_USER e TWITTER_PASS para os seus dados de login no twitter e “have fun”!!! Twitter via shell

Atte.,
Sérgio Cioban Filho

Lançado Debian 5.0

Feb 16
2009

Após 22 meses de desenvolvimento, o projeto Debian anuncia o lançamento de sua mais recente versão, o Debian 5.0 de codinome Lenny.

O pacote conta com versões atualizadas do KDE, GNOME, XFCE, OpenOffice, Gimp, Thunderbird, PostreSQL, MySQL entre outros.

O mais impressionante no pacote Debian, é sua compatibilidade com diversas arquiteturas de microprocessadores diferentes.

Dentre eles temos: Sparc(SUN), Alpha(HP), PowerPC(IBM),ARM(arm), IBM S/390, intel x86 entre outros

Mais informações podem ser lidas no próprio site do projeto.

Debian Release Notes

Linux e a compatibilidade com a Microsoft…

Feb 10
2009

Em um mundo ideal, as nossas redes teriam apenas um sistema operacional (prefiro tudo Linux), mas, todavia, entretanto, contudo… nem sempre é assim, temos sempre que conviver com redes heterogêneas onde temos diversos sistemas operacionais e diferentes serviços

Como sempre, o esforço de compatibilidade sempre parte do lado OpenSource, constantemente vemos ações de comunidades de Software Livre para suportar protocolos e padrões criados (e por que não dizer, impostos) por grandes fabricantes de software proprietário que se quer criam uma RFC (Request for comments: Arquivo contendo as especificações de um padrão, software ou protocolo) ou liberam especificações de funcionamento.

Neste quesito, o Linux está anos luz à frente do Windows, tomamos por exemplo os sistemas de arquivo, o Linux por si só, já suporta diversos sistemas de arquivos proprietários (entre eles estão: FAT32 e NTFS), mas quantos sistemas de arquivos livre o windows suporta nativamente? (Nenhum)

Escrevi tudo isso falar deste artigo da ComputerWorld , que mostra que o Linux encurtou o caminho entre serviços desktop de Mensagens e Groupware com o MS exchange, os responsáveis por isso são os desenvolvedores do KDE e do OpenChange , eles lançaram apenas uma release de desenvolvimento e disseram que será necessário em torno de 12 meses para uma release estável, mas isso já foi uma grande conquista da comunidade de Software Livre, visto que a Microsoft não libera quase nenhuma especificação de seus sistemas e protocolos, tudo tem que ser estudado e aprendido atrvés de engenharia reversa e “na unha”.

Parabéns aos desenvolvedores do KDE e do OpenChange.

Fonte: SlashDotComputerWorld

Sérgio Cioban Filho

Instale Ubuntu no PS3!!

Feb 02
2009

Para os “Linuxers” e gamers de plantão…

Um tutorial na internet, ensina como instalar o Ubuntu no PS3, isso sem perder nada do PS3 criando um dual-boot com o sistema original, o exemplo mostra um emulador de SNES para rodar os clássicos joguinhos de SNES (street Fighter, por exemplo) no PlayStation 3.

ps3_ubuntu_31PS3 rodando ubuntu.
Detalhe: LCD Sansung, PS3, Wii, home-theater, quanta pobreza…

O tutorial está em inglês mas pra quem gosta, vale dar uma olhada.

Fonte: SlashDot –   Gizmodo

Att,
Sérgio Cioban Filho

Controle remoto Bluetooth

Jan 29
2009

Salve galera,

Como nunca tive um computador com bluetooth, não tive oportunidade de fazer coisas legais com isso, mas agora com um note com bluetooth as coisas mudaram.

Depois de instalar e testar o Blueproximity resolvi controlar o Linux via bluetooth, então procurei algo na net e acabei encontrando o anyRemote.

Eu testei no Fedora 10 com um celular Sony Ericsson W810i, mas creio que é simples de fazer funcionar com qualquer distro e com qualquer outro celular com bluetooth e suporte a java.

Não vou entrar nos pormenores da instalação porque é muito simples, no Fedora 10 com Gnome, todos os pacotes estão nos repositórios do yum, para instalar basta executar:
yum -y install anyremote ganyremote
Pronto, ele já está instalado. Para acessa-lo basta ir em menu->Sistema->ganyremote . Irá aparecer um mini-celular no SystemTray(Na barra perto do relógio), ao clicar em cima aparecerá a tela abaixo:

ganyremote

Depois basta ecolher o serviço que quer controlar clicando em cima e deixando-o selecionado(No meu caso, escolhi o player exaile), depois clicar em executar.

Para o celular funcionar, ele já deve estar configurado com o computador, ou seja, você terá que acessar o celular pelo gerenciador de dispositivos bluetooth do Gnome, assim todo o processo de digitar o PIN e configuração será realizado e o computador ficará listado na lista de dispositivos bluetooh do celular e o celular ficará listado na lista do computador.

Na primeira vez que o gnayremote é executado ele pede pra baixar o cliente java da web, este é para ser instalado no celular, para isso, depois de ter feito o dewnload, dentro do ganyremote clique em configurar->Navegador de dispositivos, ligue o bluetooh do celular e clique em Arquivo->Procurar Dispositivos, quando o celular for encontrado, o ganyremote perguntará se vc que enviar o cliente java para o celular, diga sim, que o cliente java será enviado via bluetooth para o celular. Eu preferi fazer download do cliente java direto do site do projeto e colocar no celular manualmente.

Com o servidor em execução, rode o cliente java no celular, ache o computador como dispositivo. O cliente irá abrir uma tela com os comandos disponíveis, no meu caso, os controles de música (avançar, retornar, volume, etc), o mais legal é que quando troca a música no computador, o nome aparece no celular. Ainda não testei, mais dá pra controlar o mplayer (player de vídeo para Linux) também…

Site do projeto anyremote: http://anyremote.sourceforge.net/

É isso,
Bons divertimentos com bluetooth.
Sérgio Cioban Filho

Proteja o seus dados!

Jan 26
2009

Sempre fui preocupado com os meus dados, pricipalmente aqueles que estão em mobilidade dentro do notebook, tanto é que desde o meu falecido Acer aspire 3005 (Ele queimou a placa-mãe) eu já colocava senha na bios, da forma que em todo o boot era solicitado uma senha para o laptop bootar, ou seja, se alguém roubar o laptop teria que abri-lo para resetar a BIOS e poder utiliza-lo.

Como o Bruno escreveu em um post anterior, recebemos laptops Lenovo R61i para trabalhar na empresa, logo que recebemos eu comecei a instar o Fedora 10 e percebi a opção de criptografar a partição que, se não me engano, já existia no Fedora 9 e no ubuntu 8.04. Eu já tinha visto esta opção de criptografia em funcionameto em um laptop da HP (não lembro o modelo) de um colega meu, então decidi que iriacriar partições criptografadas no meu Fedora 10, e foi o que fiz…

Fuciona bem legal, no momento da instalação você pode escolher as partições que serão criptografadas e no momento da formatação, o sistema pede uma senha para criptografar os dados. Eu criei 4 partições: “/boot”com 100MB que eu não criptografei, “/”, “/home” e “/arquivos” todas criptografadas. No momento do boot, após o GRUB (Gerenciador de boot do Linux) escolher o kernel que irá bootar, o Linux cai numa tela preta solicitando uma senha, basta digitar a senha que as partições são montadas e podem ser acessadas normalmente.

Pelo pouco que pesquisei, o Fedora usa um sistema de criptografia chamado LUKS , que garante a interoperabilidade da partição criptografada ente sistemas e aplicativos, ele pode ser utilizado inclusive no Windows.

Finalizando, com a criptografia de partições, ninguem que não tenha a senha poderá acessar nossos dados, foi pensando nisso que o banqueiro  Daniel Dantas, utilizou criptografia em seu computador para esconder suas falcatruas…

É isso,
Abraços,
Sérgio Cioban Filho

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