No último final de semana, estava em uma igreja católica presenciando uma Missa clássica de domingo de manhã. Eu apenas sou católico de batismo e o intuito aqui não é discutir religião, mas depois dos 15 anos não me lembro de ter ido a Igreja por vontade própria, normalmente algum evento como casamentos.
Estava lá eu ouvindo algum Diácono(”são os ajudantes dos líderes de uma igreja…”) falar e aquelas pessoas todas seguindo suas falas e gestos e comecei a refletir sobre o que fazia aquelas pessoas a fazerem aquilo. Aposto que se eu pudesse entrevistar essas pessoas, a maioria delas falaria que acredita em Deus(Jesus neste caso) e que a fé é essencial em sua vida.
Como não podia entrevistar todas as pessoas perguntei a minha namorada por que ela estava seguindo tudo aquilo, por que ela era católica. Ela tentou dar uma explicação, mas retruquei falando que aquilo era besteira, que ela era católica porque os pais dela eram e que os pais dela eram pois seus avós eram católicos e assim por diante. Em alguns minutos ela concordou comigo.
Então pergutei a ela se ela sabia o que era paradigma. Conversamos sobre o assunto, sobre um padrão a ser seguido onde normalmente nem se sabe o motivo. Claro que na hora veio a minha cabeça a história dos Macacos, que segue abaixo:
Como nasce um paradigma:
“Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.
Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto.
Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”"
Mas um dos paradigmas que mais tem me incomodado e me feito refletir nos últimos tempos é a questão do emprego.
Por que aprendemos que devemos estudar, sermos bons alunos, entrar numa boa faculdade e dessa forma conseguir um bom emprego com um bom salário? Para irmos trabalhar 8h por dia o resto das vidas e caso aconteça algum incidente viraremos chefe e trabalharemos 12h por dia aguardando a tão sonhada aposentadoria?
Paradigmas
No último final de semana, estava em uma igreja católica presenciando uma Missa clássica de domingo de manhã. Eu apenas sou católico de batismo e o intuito aqui não é discutir religião, mas depois dos 15 anos não me lembro de ter ido a Igreja por vontade própria, normalmente algum evento como casamentos.
Estava lá eu ouvindo algum Diácono(”são os ajudantes dos líderes de uma igreja…”) falar e aquelas pessoas todas seguindo suas falas e gestos e comecei a refletir sobre o que fazia aquelas pessoas a fazerem aquilo. Aposto que se eu pudesse intrevistar essas pessoas, a maioria delas falaria que acredita em Deus(Jesus neste caso) e que a fé ajuda em sua vida.
Como não podia entrevistar todas as pessoas perguntei a minha namorada por que ela estava seguindo tudo aquilo, por que ela era católica. Ela tentou dar uma explicação, mas retruquei falando que aquilo era besteira, que ela era católica porque os pais dela eram e que os pais dela eram pois seus avós eram católicos e assim por diante. Em alguns minutos ela concordou comigo.
Então pergutei a ela se ela sabia o que era paradigma. Conversamos sobre o assunto, sobre um padrão a ser seguido onde normalmente nem se sabe o motivo. Claro que na hora veio a minha cabeça a história dos Macacos, que segue abaixo:
Como nasce um paradigma:
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.
Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto.
Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”
Mas um dos paradigmas que mais tem me incomodado e me feito refletir nos últimos tempos é a questão do emprego.
Por que aprendemos que devemos estudar, sermos bons alunos, entrar numa boa faculdade e dessa forma conseguir um bom emprego com um bom salário?
Para irmos trabalhar 8h por dia o resto das vidas e caso aconteça algum incidente viraremos chefe e trabalharemos 12h por dia. Vidão…
Será que não está mais do que na hora de mudarmos isso e aprendermos a curtir a vida desde agora?
O rico do futuro próximo não será que tem mais bens e sim aquele que possuir mais tempo e conhecimento de mundo.
Erre por ambição, não por preguiça.
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